25 de novembro de 2011

Fiscais da Natureza


O que penso, o que proponho?

Poucos sabem que nossos recursos naturais podem faltar, muitos nem sabem de onde eles vem, mas a visão dos recursos como fonte inesgotável está sendo desfeita pela própria realidade.

Hoje este potencial está ameaçado e a palavra sustentabilidade está cada vez mais em pauta. Não faltam leis nem ações ambientais, mas isso não é suficiente enquanto o sistema for o mesmo, um sistema linear, em um planeta com recursos finitos. Um sistema que começa com a extração, passa pela produção, distribuição, consumo e finalmente pelo tratamento de lixo (quando há), tem problemas e falhas de processo em todas suas etapas.
O meio ambiente nunca foi compensado pela extração de seus recursos retirados; a produção é feita na maioria das vezes em países mais pobres, muitas vezes com abuso de trabalho escravo ou infantil e sem os devidos cuidados nos processos produtivos; o consumo é desenfreado, incentivado pelo modelo econômico e campanhas publicitárias onde ter significa ser; e por fim, o descarte feito de forma incorreta, que contamina aterros sanitários e não volta para o ciclo produtivo onde são perdidos milhares de toneladas de material rico.

O problema não está no sistema em si, mas em quem faz o sistema: nós, seres humanos. Nós somos educados para não pensar e não refletir para poder fazer parte desse sistema. O método de ensino impõe o conhecimento sem tempo para a reflexão como se fossemos deposito de informação.

Para mudar esta realidade e termos diferentes atitudes é necessária uma nova consciência através de uma reeducação, que valorize o ser humano com humano e não máquina, que o incentive e o valorize em dois aspectos: corpo e alma, alternando as matérias escolares do âmbito do pensar (matemática, ciências, etc.) com aquelas do sentir (artes) e do agir (trabalhos manuais, esportes etc.).

O planeta terra é nossa casa e conforme destruímos este espaço, estamos destruindo a nós mesmos. A contaminação das águas nos contamina e nos adoece. Somos responsáveis pela extinção de animais que são fundamentais para o equilíbrio do ecossistema. A poluição do ar é responsável por diversas doenças respiratórias. Atos inconscientes como descarte incorreto de remédios e atitudes imediatistas como o uso dos agrotóxicos em nossos alimentos, são apensas alguns exemplos que atestam nossa incapacidade de refletir sobre nossas atitudes e todas as conseqüências que elas tem sobre nós.

Nossos reais valores estão perdidos e esta distorção de visão de realidade está além do ambiente externo em que vivemos, quando doenças psicossomáticas começam a se manifestar em nossos corpos. É cada vez maior o número de pessoas com estresse, ansiedade, depressão, enfim, todos os tipos de desequilíbrios dos processos mentais.

Não seremos capazes de cuidar do planeta em que vivemos enquanto não conseguirmos cuidar da nossa própria saúde. Estamos antes de tudo nos autodestruindo e uma nova educação é fundamental para modificar este quadro de degradação socioambiental em que vivemos.

Priscila Kirsner

http://www.facebook.com/fiscaisdanatureza

12 de novembro de 2011

Peninha, Parque Natural Sintra-Cascais.





A PENINHA

A Peninha é um local na Serra de Sintra, considerado por muitos como mágico, devido ao verde e à vista, que enfatizado pelos locatários vento e nevoeiro, faz com que a mente de quem na Peninha se encontre, viaje até tempos imemoriais, com um sabor a mistério e ao misticismo que tira qualquer pessoa do presente, e a leva até aos enigmas do passado e às incógnitas do futuro.

Apresenta-se como sendo das áreas da Serra de Sintra, talvez a mais virgem em termos da flora de Sintra, e também da fauna de Sintra onde abundam em maior número as espécies da Serra.

Perto da Peninha, a Noroeste, a Anta de Adrenunes, monumento sepulcral da época Megalítica (entre 4800 A.C. e 2500 A.C.), atribuindo a Sintra ou a quem a sente, um sentimento de importância para a Humanidade, tão longo como seis ou sete milénios conseguem ser.

Mais perto do monte da Peninha, as Casas dos Romeiros, do Século XVIII, levantadas para apoiar e acolher os peregrinos que até ao Santuário da Peninha iam.

Na base do monte da Peninha, a Ermida de São Saturnino dos tempos medievais, erigida por D. Pêro Pais, companheiro de armas de D. Afonso Henriques na conquista do território português, sendo assim desse modo, uma das mais - senão talvaz a mais - antigas ermidas de Portugal (Século XII - o início de Portugal).

No cume do monte da Peninha, a Capela de Nossa Senhora da Penha (Santuário da Peninha), erguida no Século XVI, no reinado de D. João III, segundo a Lenda da Peninha, em que Nossa Senhora tinha aparecido perante uma jovem e muda pastorinha, e nela operado um milagre.

Dividindo o cume do monte da Peninha com o Santuário da Peninha, o Palácio da Peninha, ou o Palacete de Carvalho Monteiro, o homem que mandou edificar a Quinta da Regaleira, e que deu início aos trabalhos na Peninha em 1918, tendo-os deixado praticamente no início, devido ao seu falecimento em 1920.

Por fim, e de realce não menos acentuado que os restantes pontos da Peninha, junto ao Santuário e ao Palácio, bem como à Ermida de São Saturnino, em algumas rochas podem-se encontrar arredondados ou cilíndricos buracos de uma dimensão considerável, que funcionaram como sepulturas em rocha, com enterros dos Séculos XII, XIII, e XVI, segundo investigações arqueológicas.

Fotografias Zito Colaço

16 de agosto de 2011

GOLFINHOS





OS GOLFINHOS

Os golfinhos ou delfins são animais cetáceos pertencentes à família Delphinidae. São perfeitamente adaptados para viver no ambiente aquático, sendo que existem 37 espécies conhecidas de golfinhos dentre os de água salgada e água doce. A espécie mais comum é a Delphinus delphis.

São nadadores privilegiados, às vezes, saltam até cinco metros acima da água, podem nadar a uma velocidade de até 40 km/h e mergulhar a grandes profundidades. Sua alimentação consiste basicamente de peixes e lulas. Podem viver de 25 a 30 anos e dão à luz um filhote de cada vez. Vivem em grupos, são animais sociáveis, tanto entre eles, como com outros animais e humanos.

Sua excelente inteligência é motivo de muitos estudos por parte dos cientistas. Em cativeiro é possível treiná-los para executarem grande variedade de tarefas, algumas de grande complexidade. São extremamente brincalhões, pois nenhum animal, exceto o homem, tem uma variedade tão grande de comportamentos que não estejam diretamente ligados às atividades biológicas básicas, como alimentação e reprodução. Possuem o extraordinário sentido de ecolocalização ou biossonar ou ainda orientação por ecos, que utilizam para nadar por entre obstáculos ou para caçar suas presas.

Predadores

Os predadores dos golfinhos são os tubarões e principalmente o homem. Os pescadores de atuns, costumam procurar por golfinhos, que também os caçam, ocasião em que ocorre um mutualismo. O golfinho encontra o cardume e os pescadores jogam as redes aprisionando os peixes e deixam os golfinhos se alimentarem para depois puxarem as redes. Desse modo, ambas as espécies se beneficiam do alimento. Porém, muitas vezes, os golfinhos acabam se enroscando nas redes, podendo morrer.

O comprimento das redes, além do necessário, assim como a poluição, também aumentam a predação.

Pesca de golfinhos

Em muitos locais do mundo os golfinhos são pescados, sendo o Japão um dos principais países onde esta prática se mantém, embora os animais "pescados" neste país seja muitas vezes vendidos para outros países, principalmente China e EUA.

O principal motivo desta pesca é para alimentação, como um substituído para a carne de baleia, quando estas começaram a se tornar raras. Porém muitos golfinhos e orcas também são capturados para se tornarem "atrações" em parques aquáticos, sendo que muitos pescas são organizadas para este fim. Porém, mesmo nestas pescas que procuram capturar animais vivos, muitos golfinhos acabam mortos ou feridos, devido as técnicas usadas na captura, além disso, os animais que não servem para se tornarem "atrações" nos parques, acabam sacrificados para serem vendidos como carne de baleia. E mesmo os que "sobrevivem" a pesca, não estão garantidos, pois muitos não se adaptam à vida em cativeiro e acabam adoecendo ou mesmo morrendo, além de que a maioria dos parques marinhos não tem condições de suprir todas as necessidades destes animais.

Uma pesquisa realizada nos EUA também demonstrou que a longevidade destes animais decai muito em cativeiro. Para piorar a situação, a reprodução deles em cativeiro é quase impossível, o que torna a pesca de golfinhos "indispensável".

Entre 700 e 1,3 mil toninhas morrem anualmente em redes de pesca no estado brasileiro do Rio Grande do Sul e no Uruguai, segundo dados do Instituto de Oceanografia da FURG. Ameaçadas de extinção, elas estão classificadas como vulneráveis na lista vermelha da (IUCN).

Alimentação

Os golfinhos são caçadores e alimentam-se principalmente de peixes e lulas, mas alguns preferem moluscos e camarões. Muitos deles caçam em grupo e procuram os grandes cardumes de peixes. Cada espécie de peixe tem um ciclo anual de movimentos, e os golfinhos acompanham esses cardumes e por vezes parecem saber onde interceptá-los, provavelmente conseguem estas informações pela excreções químicas dos peixes, presentes na urina e nas fezes.

Ecolocalização


Ilustração animada da ecolocalização

O golfinho possui o extraordinário sentido da ecolocalização, trata-se de um sistema acústico que lhe permite obter informações sobre outros animais e o ambiente, pois consegue produzir sons de alta frequência ou ultra-sônicos, na faixa de 150 kHz, sob a forma de cliques ou estalidos. Esses sons são gerados pelo ar inspirado e expirado através de um órgão existente no alto da cabeça, os sacos nasais ou aéreos. Os sons provavelmente são controlados, amplificados e enviados à frente através de uma ampola cheia de óleo situada na nuca ou testa, o Melão, que dirige as ondas sonoras em feixe à frente, para o ambiente aquático. Esse ambiente favorece muito esse sentido, pois o som se propaga na água cinco vezes mais rápido do que no ar. A frequência desses estalidos é mais alta que a dos sons usados para comunicações e é diferente para cada espécie.

Quando o som atinge um objeto ou presa, parte é refletida de volta na forma de eco e é captado por um grande órgão adiposo ou tecido especial no seu maxilar inferior ou mandíbula, sendo os sons transmitidos ao ouvido interno ou médio e daí para o cérebro. Grande parte do cérebro está envolvida no processamento e na interpretação dessas informações acústicas geradas pela ecolocalização.

Assim que o eco é recebido, o golfinho gera outro estalido. Quanto mais perto está do objeto que examina, mais rápido é o eco e com mais frequência os estalidos são emitidos. O lapso temporal entre os estalidos permite ao golfinho identificar a distância que o separa do objeto ou presa em movimento. Pela continuidade deste processo, o golfinho consegue segui-los, sendo capaz de o fazer num ambiente com ruídos, de assobiar e ecoar ao mesmo tempo e pode ecoar diferentes objetos simultaneamente.

A ecolocalização dos golfinhos, além de permitir saber a distancia do objeto e se o mesmo está em movimento ou não, permite saber a textura, a densidade e o tamanho do objeto ou presa. Esses fatores tornam a ecolocalização do golfinho muito superior a qualquer sonar eletrônico inventado pelo ser humano.A temperatura dele varia com a da água 28 a 30 °C.

Sono

Os golfinhos por serem mamíferos e apresentarem respiração pulmonar devem constantemente realizar a hematose a partir do oxigênio presente na atmosfera, tal fato obriga os golfinhos e muitos outros animais aquáticos dotados de respiração pulmonar a subirem constantemente à superfície. Uma das consequências desta condição é o sono baseado no princípio da alternação dos hemisférios cerebrais no qual somente um hemisfério cerebral torna-se inconsciente enquanto o outro hemisfério permanece consciente, capacitando a obtenção do oxigênio da superfície.

Géneros e espécies

Nota: Alguns membros da família dos golfinhos são designados popularmente como baleia ou boto; por outro lado, há golfinhos que não pertencem à família Delphinidae, como por exemplo o golfinho do Ganges.

Fotografias Zito Colaço

15 de março de 2011

A TOJEIRA, TOJO, TOJAL...





O TOJO

O tojo é um arbusto que pode atingir 2m de altura, é originário da Europa, abunda desde a Irlanda ao Golfo de Cádiz é uma planta própria da orla atlântica e das zonas onde chega a influência dos ventos maritimos. Na Serra de Sintra e em quase todo o concelho encontramos muitas plantas deste tipo, isoladas ou em manchas com alguma dimensão. Por isso, deparamos com topónimo como TOJEIRA, perto do Magoito na Freguesia de S. João das Lampas. O tojo era utilizado para "cama" dos animais juntamente com outros matos. Servia igualmente de combustível nos fornos. Em Lisboa ainda existe o sítio do CAIS DO TOJO, local onde se descarregava aquele material destinado ao uso da Capital.

Quando se aproxima a Primavera, cobre-se de flores, como este exemplar que cresce no alto da Rinchoa. No tempo em que o pastoreio era uma actividade ferquente o gado, sobretudo o caprino, alimentava-se da leguminosa produzida pela planta. O tojo por ter as caracteristicas de uma espinhosa, sempre se associou à rusticidade e dureza da vida campestre.

Quem tiver a possibilidade de percorrer o litoral Atlântico de Portugal, poderá verificar a presença constante do TOJO, se quissessemos atribuir a designação de arbusto do ocidente, esse atributo caberia por certo ao tojo que em cada equinócio enfeita com as suas flores amarelas as arribas e escarpas do "nosso" MAR o belo e bravio ATLÂNTICO.

Fotografias Zito Colaço


20 de fevereiro de 2011

Love Trees Project by Zito Colaço (em Português).



Fotografias Zito Colaço
Edição de Imagem Bruno Silva

6 de janeiro de 2011

Jardim Zoológico de Lisboa, Portugal.










O Primeiro Zoo da Península Ibérica

A ideia de um "Jardim Zoológico e de Aclimação em Portugal" surgiu em 1882, por iniciativa dos Drs. Pedro van der Laan e José Thomaz Sousa Martins.

Não existia na época, na Península Ibérica, nenhum parque com fauna ou flora exóticas. Esta ideia criou raízes, tendo sido apoiada, entre outras personalidades, pelo Rei D. Fernando II e pelo conhecido zoólogo e poeta José Vicente Barboza du Bocage.

A Comissão Fundadora foi criada em 1883 e o Jardim Zoológico foi solenemente inaugurado em Lisboa, em 1884, no Parque de São Sebastião da Pedreira.

Dez anos volvidos, em 1905, foram inauguradas as novas instalações na Quinta das Laranjeiras.

No centro da cidade de Lisboa há 120 anos, o Jardim Zoológico é um importante espaço onde aliada à educação está uma forte componente de entretenimento e diversão.

O seu principal objectivo é a Conservação, Preservação e Reprodução de Espécies em Via de Extinção.

O parque conta com uma das melhores colecções animais de todo o mundo (cerca de 2000 animais de 400 espécies diferentes) e apresenta, nos dias de hoje, um vasto conjunto de atracções que proporcionam aos seus visitantes momentos de lazer e diversão inesquecíveis mas, acima de tudo, a recordação de um dia bem passado!

Não saia do Zoo sem uma fotografia inesquecível. Uma arara no ombro, o toque num réptil, receber o voo de uma ave de rapina, um beijinho de um leão-marinho ou um de um golfinho são momentos que vai querer recordar para sempre!


Fotografias Zito Colaço

1º Encontro de Fotografia de Natureza e Vida Selvagem em Portugal.


Vouzela, vai ser palco do I encontro de fotografia de Natureza e Vida Selvagem, no dia 29 de Janeiro de 2011. Vários Fotógrafos vão apresentar os seus trabalhos, com projectos interessantes, algumas novidades e as suas visões sobre a fotografia de natureza.
Siga este Blog e pode encontrar mais informação sobre cada apresentação de cada fotógrafo.

Mais informações em: http://encontrofotonaturezaevidaselvagem.blogspot.com

27 de dezembro de 2010

Oceanário de Lisboa, Portugal.









OCEANÁRIO DE LISBOA

O Oceanário de Lisboa é um museu de biologia marinha situado no Parque das Nações em Lisboa, Portugal, construído no âmbito da Expo 98.

Este pavilhão, da autoria do arquitecto norte-americano Peter Chermayeff, lembra um porta-aviões e está instalado num cais rodeado de água. É o segundo maior oceanário do Mundo e contém uma impressionante colecção de espéciesaves, mamíferos, peixes e outros habitantes marinhos.

Os habitats escolhidos, pela sua riqueza natural em termos de fauna e flora, foram os seguintes: oceano Antárctico, recife de coral do oceano Índico, costas rochosas do oceano Pacífico e costa dos Açores, no oceano Atlântico.

A principal atracção, para a maior parte dos visitantes, é o grande tanque central, onde coexistem várias espécies de peixes como tubarões, barracudas, raias, atuns e pequenos peixes tropicais. Embora pretenda ser uma representação do oceano aberto, tem sido criticado por vários cientistas pelo facto de juntar espécies pouco relacionadas no mesmo espaço.

O mascote escolhido do Oceanário de Lisboa é o boneco Vasco (com o mote: o Vasco é boa onda!), em referência ao navegador português Vasco da Gama. O Vasco encontra-se em dois lugares para saudar os visitantes e turistas, em frente à entrada principal e na baía em frente ao oceanário (porto do Rio Tejo).

Em 18 de Dezembro de 2009 o Oceanário atingiu 14 milhões de visitantes.


Fotografias Zito Colaço

10 de dezembro de 2010

1º Prémio Fotografia Natureza 2010 - Revista National Geographic Portugal.

Luís Alexandre dos Santos Colaço
BIOGRAFIA

Zito Colaço, como é conhecido profissionalmente, nasceu, afinal, Luis Alexandre dos Santos Colaço, em Almada de 77. Cedo percebeu que mexia com fotografia e era a fotografia que mais mexia consigo. Por altura do serviço militar obrigatório trocava, à socapa, a limpeza da G3 pela clássica Canon AE1 e produziu, na semana de campo, um dos seus primeiros trabalhos. Em 95 foi instruendo no Instituto Português de Fotografia e, logo nos três anos que se seguiram, publicou no Correio da Manhã, Forum Ambiente, Super Foto Práctica e exerceu, para além disso, a função de editor do suplemento Gentes e Locais da Lusophia. Com onze anos de Carteira Profissional de Jornalista como repórter-fotográfico, trabalha desde 1999 no Grupo Impala e publicou trabalhos na Focus, Ego, A Próxima Viagem, Vip, Nova Gente, Tv7 Dias, Ana, Maria, Nova Gente Decoração, Boa Forma, Crescer, Quattro Ruote, 100% Jovem, Mulher Moderna, entre outras.
Foi o criador do projecto Bilma, que continua a alargar, com sucesso, as áreas de dominio para além da www.bilma.biz ( Fotografia, Comunicação, Web, Design), Bilma Images ( Banco de Imagem ), Bilma Safari ( Turismo de Natureza ), Bilma - Mundo e Natureza ( Fotografia de Natureza ), Bilma Camp ( Centro de Interpretação da Natureza ), projecto LoveTrees e Ao Pé do Mundo ( Associação de Caminhadas sem fins lucrativos), bem como o projecto Parque Natural da Arriba Fóssil - Portugal.


BIOGRAPHY

Zito Colaço, as he is known professionally, was born in Almada, Portugal, in 1977 as Luís Alexandre dos Santos Colaço. In his early years he discovered the art of photography. During the mandatory, at the time, military service he would put aside his G3 weapon and, instead, used his classical Cannon AE1.It was while he was still on the field that he produced one of his first projects as a photographer. In 1995 he attended the Portuguese Institute of Photography and during the following three years his pictures were published in national newspapers and magazines such as Correio da Manhã, Forum Ambiente and Super Foto Prática and also performed editor functions in Gentes e Locais da Lusophia. Eleven years as a licensed photographic reporter, he has been working since 1999 in the Impala group for a lack of magasines: Focus, Ego, A Próxima Viagem, Vip, Nova Gente, TV7 Dias, Ana, Maria Nova Gente Decoração , Boa Forma, Crescer , Quattroruote, 100% Jovem and Mulher Moderna , approaching and working on an enormous variety of themes and situations.
He created project Bilma, which continues to grow and expand successfully among the areas in its scope: www.bilma.biz (Photography, Communication, Web and Design), Bilma Images (image bank), Bilma Safari (nature turism), Bilma - Mundo e Natureza (nature photography), Bilma Camp (interpretive nature center), LoveTrees Project, Ao Pé do Mundo (a nonprofit organization for hiking activities). Zito Colaço is also working on the Arriba Fossil Natural Park, a project to transform one of Portugal´s protected areas into a natural park.

22 de novembro de 2010

RESERVA BOTÂNICA DA MATA NACIONAL DOS MEDOS, PORTUGAL.










A Mata Nacional dos Medos ou Pinhal do Rei é uma RESERVA BOTÂNICA na área de PAISAGEM PROTEGIDA da Arriba Fóssil da Costa de Caparica.

Foi criada por ordem régia de D. João V, no alto da arriba, para travar o avanço das areias sobre os terrenos de cultura do interior: medo, o m. q. médão, s. m. monte de areia ao longo das praias. (Do Castelhano médano).


Esta reserva botânica, riquíssima em termos biológicos, é bastante procurada devido às óptimas condições de recreio, lazer e desporto que proporciona, sendo sobejamente conhecida e apreciada pela população local, pelos veraneantes e pelos praticantes de desportos radicais, em especial o parapente [in portal da Câmara Municipal de Almada].

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Com cerca de 338 hectares, constitui uma das primeiras áreas com estatuto de protecção no nosso País. De facto, foi inicialmente classificada como Reserva Botânica em 1971 (Decreto-Lei 444/71, 23 Outubro) - pelo seu grande interesse botânico e paisagístico que justifica a sua defesa e conservação integrais - e mais tarde integrada na Paisagem Protegida.


O andar arbóreo é dominado pelo Pinheiro manso (Pinus pinea), com alguns Pinheiros bravos (Pinus pinaster) e de Alepo (Pinus halepensis). No sub-bosque destaca-se o Zimbro (Juniperus turbinata), também designado como Sabina-das-praias (Juniperus phoenicea), com exemplares de porte notável que atingem os 8 metros de altura - o que equivale grosso modo a um prédio de três pisos.

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Convém não esquecer que Reserva Botânica significa um valiosíssimo património em termos de biodiversidade, não só vegetal como também animal, que não é traduzível em cifrões!
Não é por acaso que a Noruega pagou do seu bolso e construiu no seu território a Reserva de Sementes da Humanidade - embora tratando-se de um cofre de sementes de alimentos, contém inerente o inquestionável valor do património vegetal.

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A Mata dos Medos inclui-se ainda na RESERVA ECOLÓGICA NACIONAL - zona de máxima permeabilidade, com solos de dunas consolidadas pela vegetação, de elevada sensibilidade ecológica - e é abrangida pela classificação de dois tipos de HABITATS PRIORITÁRIOS em termos de Conservação da Natureza (Directiva Comunitária 92/43/CEE, 21 Maio): Dunas litorais com Juniperus spp e Dunas com florestas de Pinus pinea e Pinus pinaster.

Fontes: Folheto informativo Mata dos Medos, Conhecer para Preservar. Centro de Arqueologia de Almada, Jul'08 [in www.cienciaviva.pt].
Parecer sobre a Estrada Regional 377-2 – Costa da Caparica/Nova Vaga/IC32. Liga para a Protecção da Natureza, Abr'08.


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Pois é exactamente através desta Mata que se pretende lançar um troço de uma nova via rápida com quatro faixas de rodagem e vedada com rede de malha - Estrada Regional (ER) 377-2, integrada no Plano Estratégico POLIS da Costa de Caparica, com a aprovação do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade - e isto apesar de o respectivo Estudo de Impacto Ambiental admitir que a estrada vai gerar impactos negativos muito significativos e não minimizáveis.

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O GEOTA (que representa as Organizações não governamentais de Ambiente na Comissão Local de Acompanhamento do Polis da Costa de Caparica) emitiu um Comunicado em Outubro de 2007 SOBRE O ESTUDO DE IMPACTE AMBIENTAL DA ESTRADA ER377-2 – COSTA DA CAPARICA/NOVA VAGA/IC32, onde considera que o projecto da ER 377-2 é intempestivo e que é completamente extemporâneo avançar com um projecto como a ER 377-2 sem primeiro discutir globalmente um plano de mobilidade (Plano de Transportes e Acessibilidade).

Segundo a Quercus (Núcleo Regional de Setúbal), em Comunicado de Março de 2008, vai ser destruída uma área de cerca de 25 000 m2, onde serão abatidos centenas de pinheiros mansos com mais de duas centenas de anos, numa zona da MATA dos Medos das mais bem preservadas e ecologicamente sustentada; cumulativamente, será ainda desanexada da Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos mais uma área de mata com cerca de 24 500 m2 - que perfaz uma área de cerca de 5 hectares a desafectar dos estatutos de Conservação. De realçar que a nova estrada neste troço apresenta o mesmo traçado que a anterior Via Turística vetada em 2000 pelo ICN (actual Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade), quando José Sócrates, actual Primeiro Ministro, era Ministro do Ambiente.

A propósito daquela VIA TURÍSTICA, são elucidativos os artigos dos jornais Setúbal na Rede, Público e Expresso, de Julho a Outubro 2000.

É claro que o actual Ministério do Ambiente afirma que o traçado da nova estrada entre a Costa de Caparica e a Fonte da Telha, Almada, é o «menos prejudicial» para a Reserva Botânica da Mata dos Medos (notícia de 16 Agosto '08).

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RECAPITULANDO: MATA NACIONAL DOS MEDOS, RESERVA BOTÂNICA Nacional, RESERVA ECOLÓGICA Nacional, PAISAGEM PROTEGIDA Nacional, HABITAT PRIORITÁRIO Europeu.
Isto não vale mais que uma estrada onde - dizem os residentes - não passa (quase) ninguém durante a maior parte do ano?
Afinal, que valores é que estão em causa?

E, já agora, pergunta-se: PORQUE É QUE SERÁ QUE (conforme divulga o Movimento Uma Charneca para as Pessoas, citado nas Notícias do portal POR MARVILA, 11 Agosto '08), O PLANO DIRECTOR MUNICIPAL DE ALMADA PREVÊ - para as zonas de mata desafectadas - «ZONAS URBANIZÁVEIS sobrepostas à própria RESERVA ECOLÓGICA NACIONAL, RESERVA BOTÂNICA e PAISAGEM PROTEGIDA»?

NOTA: Por limitações na Administração do Blogue, não é possível inserir directamente as ligações de algumas notícias e comunicados, pelo que se direccionam para o Arquivo ou Página Inicial respectivos.

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ADITAMENTO, 12 Setembro '08: A não perder, a fotografia aérea do local com o traçado da estrada, bem como excertos e ligações a outros blogues que também já denunciaram este atentado, n' Um Jardim no Deserto: VIA RÁPIDA VAI DESTRUIR PARTE DA RESERVA BOTÂNICA DA MATA DOS MEDOS.

Fotografias Zito Colaço